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sábado, 23 de janeiro de 2010

PS3 - Saw: The Video Game

Plataforma: PS3
Gênero: Terror
Jogabilidade: Bom
Idade mínima recomendada: 18 anos
História: Faça sua escolha: viver ou morrer.
Provavelmente você já deve ter jogado, ou ao menos ouvido falar, em um jogo baseado num filme. Talvez o exemplo mais palpável seja o lendário 007 Goldeneye, lançado para Nintendo 64. Depois do título da Rare, poucos foram os jogos que conseguiram um reconhecimento da crítica. Em vez disto, a imagem deste tipo de adaptação foi significativamente denegrida, graças a dezenas de jogos de qualidade baixa.Mas, ao contrário do que se pode imaginar, os games baseados em filmes estão longe de ter um fim. Todos os filmes que podem ser adaptados para os jogos, provavelmente serão. Contudo algumas películas que deveriam chegar aos jogos simplesmente não chegam. Uma delas é Saw, conhecido como Jogos Mortais aqui no Brasil.Felizmente, após quase seis anos desde o lançamento do primeiro filme, o jogo mais mortal chega aos games. E, para a felicidade dos fãs, toda a atmosfera sinistra dos filmes foi capturada de maneira adequada, criando um título totalmente indicado para quem gosta da franquia. Mesmo assim, alguns deslizes ainda impedem que as peças sejam encaixadas perfeitamente neste quebra-cabeça. "Let's play a game", como diria Jigsaw.Você provavelmente já deve ter ouvido falar de pelo menos um dos seis filmes da série Jogos Mortais. Assassinatos, violência e quebra-cabeças simplesmente brutais compõem a fórmula de uma das grandes franquias de sucesso do cinema. E, se você acha que acabou, está muito enganado. Jogos Mortais VIII já está confirmado para 2011.Mas, vamos ao que interessa. Como se pode imaginar, o game compartilha diversos elementos com o filme, incluindo armadilhas, situações e até mesmo personagens. Em Saw, você encarna o detetive Tapp, que também dá as caras no primeiro filme, na pele de Danny Glover. Supostamente, o policial, que havia sido ferido fatalmente no primeiro Jogos Mortais, foi curado por Jigsaw, o responsável pelos jogos.Tapp acorda, então, em um hospício abandonado, onde deve aprender a dar valor a própria vida, como Jigsaw sugere. Lá, o detetive encontra diversos bandidos que foram presos por ele. Em uma narrativa muito semelhante ao filme, o jogador deve então tentar escapar deste terrível local que se encontra inundado pelo perigo.
Desde o primeiro momento em que Saw é iniciado, é possível perceber que a Zombie, desenvolvedora do título, realmente sabe do que está falando. O clima dos filmes foi preservado através de uma jogabilidade que relembra bastante os jogos da série Silent Hill. E, ao contrário da maioria dos jogos do gênero survival horror da atualidade, Saw realmente consegue trazer um pouco de terror às telas.Contudo, o verdadeiro terror — no sentido ruim da palavra — está no sistema de combates, que acaba sendo o maior empecilho para o game. Travado, com bugs e completamente incoerente. Assim são as lutas de Saw. Em suma, o jogo conta com uma ideia realmente boa, regada por uma atmosfera característica e diversos puzzles que todos os fãs da série desejavam resolver. Mesmo com alguns errinhos aqui e ali, Saw ainda é extremamente indicado para quem deseja viver na pele de uma das vítimas do lendário Jigsaw.
Aprovado
Do que gostamosOlá, você quer jogar?Não há como negar: o melhor de Saw é a atmosfera. Pode-se dizer que o jogo é uma espécie de “melhores sucessos” das versões para os cinemas, combinando diversas características dos filmes em um só game. Sendo assim, espere por muitos problemas regados de maneira muito semelhante aos filmes, desde as câmeras até o estilo de quebra-cabeças.Mesmo sendo um jogo com perspectiva em terceira pessoa, Saw conta com uma imersão boa. Você terá de explorar o tenebroso hospício para encontrar pistas e possíveis saídas. O bacana é que, onde quer que esteja, o clima é sempre de tensão e medo, relembrando bastante, também, os primeiros jogos da série Silent Hill.
Tobin Bell, que interpreta John Kramer (também conhecido como Jigsaw) nos cinemas, retorna para dar voz a Billy the Puppet, o temido boneco que dá os recados às vítimas. Sem dúvidas, sua atuação rouba a cena no jogo, graças às suas falas que chegam a causar arrepios no jogador. Por outro lado, infelizmente, Tapp não é dublado por Danny Glover.Os recados e enigmas de Jigsaw também foram retratados de maneira fiel. Durante o game, você terá de descobrir a solução através de mensagens espalhadas estrategicamente por espelhos e outros locais. A Zombie caprichou no efeito de perspectiva de eventos como estes, que obrigam o jogador a movimentar a câmera para visualizar a solução.Obviamente, os quebra-cabeças também surgem de maneira espetacular, respeitando toda a tradição estabelecida pelos filmes. A famosa armadilha que estoura cabeças é apenas um dos exemplos que aparecem no game. Há também a guilhotina, o Poço de Seringas e diversas outras máquinas responsáveis por brutais atrocidades.Quebrando a cabeçaLiteralmente, Saw fará você quebrar a cabeça. O grande foco do jogo está nos quebra-cabeças — afinal, não poderia ser diferente, pois estamos falando de Jogos Mortais. O game conta com uma série de minigames de contexto diferentes, nos quais o jogador terá de realizar diversas ações distintas. Boa parte dos jogos é criativa, envolvendo esquemas de jogabilidade diferenciados e que se adaptam de maneira adequada à saída solicitada no meio virtual. Para escapar do infame capacete, por exemplo, é necessário girar os analógicos para os lados. Existem ainda resoluções que exigem que o jogador pressione os botões exibidos na tela no momento exato.Entretanto, os quebra-cabeças do jogo não se resumem a uma chuva de botões. Em muitas etapas do game, o jogador terá de utilizar a cabeça para encaixar engrenagens, por exemplo, a uma caixa, dando continuidade ao mecanismo para cumprir o objetivo. Sem dúvidas, um recurso muito bacana, que é aprimorado graças aos flashes entre cenas que deixam o jogador ainda mais aflito.Viver ou morrer?Conforme mencionamos anteriormente, Saw conta com muitas características do filme. Uma delas é o encontro com vítimas que possuem alguma relação com o personagem. Estes momentos também merecem destaque, pois são como os encontros com os chefes em jogos de ação. Mas, em vez de enfrentar criaturas gigantescas, você terá de resolver quebra-cabeças gigantescos. E, para piorar a situação, a ação tem de ser rápida, pois, normalmente, há um limite de tempo para tudo isto. O resultado é uma experiência dramática, na qual o jogador tem de fazer de tudo para salvar a pele de outra vítima de Jigsaw. Momentos como este tornam o jogo ainda mais fiel às películas.E, como se não bastasse, os desafios não param por aí. Possivelmente, depois de liberar a vítima, você acabará descobrindo mais detalhes sobre o jogo em que se encontra, incluindo traições e outras surpresas. É amigo, tudo ainda pode piorar.Enxergue e ouça seus medosO hospício é mesmo um local perigoso. Você encontrará diversas armadilhas diferentes no local, incluindo muitas já vistas nos cinemas e algumas inéditas, feitas exclusivamente para o game. Tudo regado por gráficos de qualidade, sob responsabilidade da Unreal Engine 3. Certamente, não se trata dos melhores visuais desta geração, mas Saw não faz feio em relação aos demais.
Nota: 8,9

WII - Silent Hill: Shattered Memories


Plataforma: WII
Gênero: Terror
Jogabilidade: Ótimo
Idade mínima recomendada: 18 anos
História: Game resgata a essência da franquia e faz bom uso dos recursos do Wii.
Fãs do gênero survival horror provavelmente já devem ter ouvido falar de uma das séries mais espetaculares da história dos video games: Silent Hill. Desde sua estreia, no saudoso PlayStation, o game vem conquistando diversos jogadores, graças a sua atmosfera obscura e o intenso terror psicológico — fator que caracteriza a franquia. Antes de Silent Hill, boa parte dos jogos ofereciam apenas sustos e monstrengos horrendos. Mas, com a chegada da série, o mundo dos games começou a realmente mexer com a cabeça do jogador.Felizmente, diversas sequencias foram lançadas, prolongando a vida do game da Konami. Com o passar do tempo, alguns títulos que chegavam sob o título de Silent Hill já não contavam mais com toda a essência que caracterizou a franquia, migrando para uma fórmula focada na ação. Um bom exemplo é o próprio Silent Hill: Homecoming, lançado para PC, PlayStation 3 e Xbox 360, que conta com um sistema de combates muito diferente dos antecessores, permitindo ao jogador acabar facilmente com as criaturas que compunham o game. Mesmo não sendo um jogo ruim — muito pelo contrário — alguns fãs ficaram decepcionados pelo novo rumo tomado.Mas, quando a Konami anunciou Silent Hill: Shattered Memories, os aficionados sorriram novamente. Por quê? Trata-se de uma releitura do primeiro jogo da série. E, tratando do primeiro jogo da série, dificilmente teríamos um game que passasse batido. O Baixaki Jogos conferiu de perto o universo de Silent Hill, desta vez no Nintendo Wii. E, certamente, podemos afirmar: o terror psicológico está mais forte do que nunca.O mesmo jogo? Não exatamenteBem, tratando de uma releitura, você provavelmente deve estar imaginando que Shattered Memories é um remake do primeiro jogo. Ou seja, os mesmos ambientes, o mesmo caminho e as mesmas criaturas. Mas esta não é a verdade. Com certeza, uma versão assim seria muito bem-vinda, mas no Wii as coisas vão muito além. Sim, você encontrará a policial Cybil Bennett no game, assim como Cheryl, a filha do protagonista, Harry Mason. Mas, então, qual é a diferença? Logo quando o jogador inicia o game, percebe que a Clímax, desenvolvedora do título, não está para brincadeira. Após uma apresentação muito bacana, através de uma espécie de menu em vídeo, o jogador é introduzido a uma sessão com um psicólogo.Nesta parte, você deve responder algumas das perguntas. As respostas influenciarão diretamente na maneira de como o game se comportará. Basicamente, dependendo de suas escolhas, você terá uma Cybil nervosa e durona, ou, em outros casos, uma policial tranquila e amigável. Tudo depende de você. Em poucas palavras: o game se molda de acordo com sua personalidade.Mas, fora isto, a estrutura da trama é basicamente a mesma. Harry está passeando de carro até sofrer um acidente que o deixa desacordado. Ao retomar a consciência, o protagonista nota que sua pequena Cheryl simplesmente sumiu. A partir daí, começa uma busca que parece nunca terminar, que pode ser traduzida num verdadeiro terror psicológico. Sem dúvidas, esta relação jogador/jogo colabora muito para a experiência e merece ser exaltada como um dos pontos positivos do título. Felizmente, a interação não para por aí. Graças às funcionalidades do Wii, o game consegue criar uma atmosfera ainda mais cativante. O Wii Remote é utilizado de maneira exemplar. Shattered Memories abusa do alto-falante do periférico e também faz com que o jogador sinta-se como se realmente estivesse segurando uma lanterna — acessório vital para Harry durante todo o jogo. Muitos dos puzzles também devem ser resolvidos com a ajuda do controle.Como você já deve saber o título não conta com qualquer combate. A Clímax resolveu removê-los completamente, algo inédito para a franquia. Anteriormente, tínhamos a chance de nos defender com armas precárias, como canos e pedaços de madeira. Em alguns casos, o jogador contava até com armas de fogo. Desta vez, a única opção é fugir. Isto, sem dúvidas, traz momentos interessantes, mas fãs sentirão falta das habilidades precárias de combate dos personagens — lutar em Silent Hill sempre foi terrível, e isto sempre foi considerado como algo bom.Em suma, o jogo divide-se em duas partes, que são delimitadas por dimensões distintas. Em uma delas, o jogador explora, resolve quebra-cabeças e utiliza seu celular para realizar ligações e verificar mensagens. Na outra, a mais bizarra, o gamer entra no “modo fuga”, o qual envolve as já mencionadas perseguições. Silent Hill: Shattered Memories retrata, sem dúvidas, boa parte da essência da franquia, focando na exploração e nos momentos tensos. O fato de seu perfil psicológico ser utilizado para a criação dos elementos do game faz com que o título se torna ainda mais cativante. Mesmo com alguns deslizes, o jogo é indicado para quem já conhece ou deseja conhecer a perturbadora cidade de Silent Hill.
AprovadoDo que nós gostamos
Definitivamente, Silent HillAo bater o olho no jogo, é impossível não reconhecer que estamos nos deparando com um game da série Silent Hill. Tudo está devidamente retratado de acordo com as características da franquia. A atmosfera é inegável, com gráficos recheados de filtros granulados e uma visibilidade baixa — não temos neblina, mas uma densa nevasca que abrange todo o ambiente.Um dos fatores mais marcantes de toda franquia é a interferência causada pelas forças negativas em aparelhos eletrônicos. Você provavelmente deve se lembrar dos ruídos estáticos que surgiam no rádio e nos celulares quando algo ruim estava por perto. Em Shattered Memories, tudo isto está de volta, mas de maneira muito mais magistral. A Climax soube aproveitar os recursos do Wii e resolveu transformar o Wii Remote no emissor de sinais sombrios. Através do alto-falante do periférico, você ouve os ruídos que, normalmente, só surgiriam pelo som de sua TV, tornando a experiência muito mais sutil. Mas, o mais interessante é como o jogador ouve as conversas e mensagens pelo telefone. Você deve simplesmente posicionar o Wii Mote como se ele fosse um telefone móvel, utilizando o alto-falante do acessório para a escuta. Parece, realmente, que estamos dentro de Silent Hill, e isto é excelente.Honrando o termo “Terror Piscológico”A série sempre foi diretamente relacionada ao termo citado no título. Em Shattered Memories, a franquia supera seus limites, graças, novamente, à criatividade da desenvolvedora. Não há como negar que um dos fatores mais bacanas do game é a interação entre o jogador e o próprio jogo. Conforme mencionamos, seu perfil psicológico é utilizado como base no game, o que cria uma experiência intimamente assustadora.Suas respostas darão origem a criaturas de diversos formatos diferentes. Mas, além disso, os ambientes e as pistas encontradas também variam conforme suas escolhas. Isto resulta em um título que pode ser jogado e revisitado várias vezes, pois as mudanças são simplesmente dramáticas. O bacana é que o game consegue realizar está interação sem parecer algo forçado. Você jamais responde os testes como uma obrigação, pois a conexão das etapas é realizada de maneira muito inteligente e completamente convincente. Algo diferente, inovador e muito bem-vindo. Para se ter ideia do quão fantástico é esta interação, em uma das partes do game o jogador deve pintar diversos elementos de um desenho durante um teste psicológico que visa retratar como era o lar do protagonista. Logo depois de completado, o jogo retorna para sua posição anterior, na qual o jogador acaba de encontrar sua suposta casa. O resultado? Os objetos que compõem o cenário estão da mesma cor do desenho. Perfeito para o WiiConforme mencionamos, Shattered Memories soube aproveitar muito bem os recursos do console no qual aporta, o Nintendo Wii. O Wii Mote é utilizado como lanterna durante o game, mas também serve para afastar os inimigos — através de umas boas sacudidas — e para ouvir os ruídos estáticos. Mas, a grande sacada da desenvolvedora está no Wii Mote-Celular. O modo de como o jogador controla o celular em jogo é algo realmente bacana. Além de ouvir conversas, o gamer tem a chance de utilizar o objeto como GPS — podendo até mesmo desenhar suas rotas. Outra função interessante é a da câmera, que permite ao gamer encontrar fantasmas misteriosos capazes de fornecer dicas extremamente importantes.
Nota: 9,7

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

WII - Calling


Plataforma: WII
Gênero: Terror
Jogabilidade: Ótima
Idade mínima recomendada: 18 anos
História: O horror de Calling agora está estampado em sua caixa.
Essa é a sua oportunidade de conhecer um pouco sobre o próximo lançamento para Wii da Hudson, Calling. Trata-se de um jogo de horror que usa como foco uma jogabilidade de aventura baseada em explorar lugares os quais você provavelmente não gostaria de estar explorando devido a uma atmosfera sombria pesada e nada acolhedora. A novidade sobre o jogo é que ele finalmente ganhou sua arte para a caixa, uma menininha segurando um ursinho a qual provavelmente não é muito amiguinha. A imagem lembra os “chefões” nos filmes de terror como O Chamado e O Grito – esse último ganhou um game você sabia?
Calling realmente parece sinistro, lembrando o popular e revolucionário modelo japonês de histórias assustadoras que recebeu muitas adaptações no ocidente. O enredo é sobre uma página de internet que mata pessoas, ou algo do tipo. Enfim, se quiser saber mais, leia a nossa prévia e assista ao vídeo sobre a jogabilidade.
Nota: 8,9

domingo, 8 de março de 2009

WII - Resident Evil : Umbrela Chronicles


Plataforma: WII
Genero: Terror

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

PS2 - Silent Hill Homecoming


Plataforma: XBOX360
Genero: Terror